Quantas vezes me pego pensando em você, pensando baixinho para ninguém mais escutar. Pensando em nossa casa repleta de jardineiras perfumadas na janelas, com balanços de madeira para os que ainda virão. Com bolo de coco molhado sobre a mesa coberta pela toalha de renda, e o aroma se misturando no ar com o cheiro da sua pele. Cheiro doce, que me faz ter vontade de lamber cada centímetro do seu corpo.
Deixar, mais uma vez, minha língua percorrer o calor do seu corpo. Sentindo o salgado do suor ao passar pelo seu pescoço e descer pela barriga. Barriga que se contrai ao sentir minha língua molhada deslizando, fazendo aparecer perfeitamente todos aqueles gominhos que me fazem perder o controle.
E logo depois vejo o arrepio vindo da nuca e se espalhando pelos braços, tronco e pernas.
Das cartas que eu não te mandei essa é a que me faz mais falta, falta do longo suspiro de relaxamento, seguido pelo sorriso mais lindo que meus olhos já puderam contemplar.
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